A empresa
Gripe suína
- Por José Eduardo Costa e Fernanda Bottoni
A gripe suína deixou muita empresa numa saia justa. Numa companhia de TI de São Paulo, o RH não soube o que fazer quando dois brasileiros se recusaram a trabalhar com um grupo de dez profissionais mexicanos recém-chegados ao Brasil. Aparentemente, eles não tinham qualquer sintoma da doença. Outras empresas, para driblar o pânico e evitar constrangimento, correram para enviar seus comunicados internos. Uma delas foi a Totvs, que rapidamente mapeou, na sua área de passagens aéreas, todos os funcionários que haviam retornado do México nos últimos 15 dias. “Antes que alguma confusão se instalasse, pedimos a essas cerca de dez pessoas que permanecessem em casa por pelo menos uma semana”, diz Maria de Fatima Albuquerque, diretora de RH da empresa. A recomendação será a mesma para os dois funcionários que devem retornar ao país na próxima semana. Por enquanto, novas viagens estão suspensas. Grande parte das empresas adotou a mesma medida. Entre elas, a operação brasileira da mexicana Femsa.
O que se sabe sobre a pandemia
Em 24 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou a ocorrência de casos humanos de gripe suína, que vinham ocorrendo, desde 15 de março, no México e nos Estados Unidos. A gripe suína é uma doença respiratória, causada pelo vírus da influenza tipo A. Segundo a OMS e autoridades sanitárias do México, dos EUA e do Canadá, foram notificados casos de síndrome gripal e pneumonia em humanos. Entre as amostras analisadas foi identificado um novo subtipo do vírus de influenza suína, não detectado previamente em humanos. Este vírus modificado, subtipo do vírus da influenza suína A (H1N1), é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados.
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